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10 janeiro 2015

A BELA AURORA - PARTE 7

Pisquei meus olhos varias vezes. Só podia ser um sonho. Não, não era. Lucas realmente estava no casamento. Meu coração acelerou só de ver ele sorrir pra mim. Mas ele ia ouvir muito. Se ele ta pensando que é só chegar e dar um sorrisinho pra mi depois de 3 meses de ausência ele estava muito enganado. Empurrei ele para longe do casamento para conversamos melhor.

Quando já estávamos bem longe do casamento eu virei pra ele e dei um tapinha na cabeça dele. Ele só sorriu, como se eu tivesse feito alguma coisa fofa.

— Eu deveria apertar seu pescoço Lucas. Sabe como eu fiquei preocupada com você? Pelo menos podia me enviar um mensagem ou uma carta escrita "to bem"!

— E eu escrevi. Toda semana. — Ele olhou nos meus olhos e por um momento acho que eu desaprendi a respirar.  Não chegaram?

— Poxa eu tinha esquecido. — Falei com ironia.— Mas claro que chegaram. Eu só to dando uma louca aqui! — Mas eu estava mesmo dando uma de louca, então se acalma Aurora.

— Minha mãe deve ter escondido as cartas. — Lucas falou de cabeça baixa. Ele sentou na areia e eu sentei do lado dele. — Eu pensei que se eu fosse embora eu iria te esquecer, mas não tem como te esquecer. Pode apertar meu pescoço, pode me matar, pode fazer o que você quiser, só fica do meu lado. — Ele olhou pra mim tocou meu rosto. Eu congelei. — Você ta linda.

— Se você não vai fazer nada eu faço!

Eu beijei ele. Não tinha como me segurar. Foi tão fofo como ele ficou. Primeiro ficou surpreso, depois não sabia se sorria ou se beijava, e a todo momento ele segurava minha mão. Então eu parei , olhei nos olhos dele e sorri.   

— Sério que você ficava olhando eu dormir? — Falei rindo e ele riu também. — Sério que você ficava assistindo eu babar?

— Você mexia muito. As vezes dormia com o braço na minha cara. Mas eu continuava lá vendo você dormir e as vezes até babar. — Ele olhou para o mar e depois pra mim. Ele estava tramando algo.

— Lucas não faz isso. — Ele me pegou no colo e me levou até o mar. Ele me colocou no chão mas continuou me segurando. Eu empurrei Lucas e ele caiu no mar, por azar ele me puxou junto. 

— Não vou embora nunca mais princesa.

— Claro que não vai. E se você tentar ir embora vou te prender no sótão lá de casa.

E ai gostaram? Eu vou tentar criar outras sem ser sobre romance. Avo que vai ser legal mudar um pouco. Beijinhos da Ka.  

25 dezembro 2014

A BELA AURORA - PARTE 6

3 meses depois

Ai meu Deus eu ainda não estava acreditando que consegui um trabalho como fotografa. Não iria ser só eu mas pelo menos alguém reparou meu talento. Eu iria tirar as fotos do casamento da vizinha que é prima de Lucas. O casamento iria ser na praia, que coisa mais linda, embora essas coisas de casamento, romance e tal ainda me deixasse um pouco abalada. Ainda não esqueci Lucas e acho que nunca vou esquecer. Ainda sofro com a ausência dele.  Mas também eu não quero esquecer, ele foi importante pra mim e sempre vai ser. Será que ele vai para o casamento? Acho que não.

Aurora se concentra nas fotos e esquece de Lucas só hoje, só hoje, só hoje... Impossível. Coloquei meu vestido azul, peguei minha câmera e fui para praia. Quando cheguei lá vi que já estava quase tudo pronto. Entrei na pequena cabana em que a noiva estava se arrumando. Ela estava tão linda. Tirei algumas fotos dela lá mesmo, algumas sozinhas, outras com as amigas fazendo palhaçada.

— Emilly — Chamei a noiva. — Sabe me dizer se Lucas vem?

— Eu não sei. — Respondeu Emilly com uma voz doce, ela percebeu que só de falar o nome dele meus olhos, minha postura, e voz mudaram. — Mandei o convite, mas sinceramente não sei se ele vem. 

Se ele souber que eu vou tirar as fotos do casamento ai que ele não vem mesmo. Uns cinco minutos depois fui para cabana onde o noivo estava e tirei fotos dele e dos amigos.

— Como ela está? — Perguntou o noivo. Ele estava muito nervoso não parava de andar de um lado para o outro.

— Linda. Você tem sorte.

— É, eu tenho sim. — Falou ele com um sorriso enorme.

— É meu amigo acabou a vida mansa. — Falou o amigo do noivo. — Cuidado pra ela não apertar muito a coleira. — Depois que ele falou isso todos riram.

E então o casamento começou. Enquanto eu tirava as foto percebi que a mãe de Lucas estava lá e do lado dela uma cadeira vazia. Será que ela estava guardando o lugar de alguém? Ou melhor, será que ela estava guardando o lugar de Lucas?  Meu coração acelerou só de imaginar ver Lucas mais uma vez, só de imaginar tocar naqueles cabelos que sempre viviam despenteados, só de imaginar receber aquele abraço apertado que só ele sabia dar. Mas se ele aparecer será que iria falar comigo? E se falasse, seria coisas boas ou não? Emilly pediu para eu segurar o buquê e como tinha outra pessoa tirando as fotos eu segurei. Voltei a pensar em Lucas. Como será quando ele voltar? Alguém tocou meu ombro e interrompeu meus pensamentos sobre Lucas.

Quem foi a pessoa que tocou o ombro de Aurora? Continuação em breve. Beijinhos da Ka.  

04 novembro 2014

A BELA AURORA - PARTE 5 + EXPLICAÇÕES

Oi gente, sei que muitos de vocês estão tristes pois eu não estou publicando nada aqui no blog. Meu carregador do notebook esta quebrado e eu ainda não comprei um novo, eu perguntei a minha amiga se ela tinha um sobrando e ela disse que ia ver, vamos torcer para ela ter e me emprestar. Agora vamos com a continuação da história de Aurora e Lucas.

Meus dedos já estavam doloridos de tanto mexer no celular para ligar e enviar mensagens para Lucas, acho que em meia hora enviei mais ou menos 13 mensagens. Seria muito bom se ele pelo menos retornasse as ligações ou respondesse as mensagens. Eu não aguentava mais chorar, já se passaram três semanas sem nenhuma noticia de Lucas. Provavelmente ele mandou a mãe não dizer nada, ela nem aparecia mais lá em casa para falar com minha mãe.

Peguei uma roupa qualquer e fui tomar banho. Liguei o chuveiro, coloquei a música mais triste que tinha no celular e apenas senti a aguá deslizar por todo meu corpo.Talvez eu quisesse chorar, talvez isso me aliviasse. Coloquei minha roupa e fui para cozinha, eu estava sozinha em casa assim como em todos os lugares depois que Lucas foi embora. Comecei a me lembrar de como ele me fazia rir facilmente, de como ele me fazia sentir mais segura, de como ele fazia meu coração acelerar.
Eu gostava dele, só não demonstrava. Tinha medo dele dizer que não sentia o mesmo, tinha medo dele ir embora por causa disso. E no final ele foi embora por eu ficar calada.

Liguei mais uma vez, mas sem nenhuma esperança. O tu-tu-tu da ligação só me fazia ficar mais angustiada. Então o tu-tu-tu parou e eu ouvi uma respiração, a respiração de Lucas.

— Lucas por favor não desliga. Sei que não quer falar comigo então só ouvi. Me desculpa, por tudo. Me desculpa por não enxergasse o que estava bem na minha frente, me desculpa por não dizer nada que eu sentia e te fazer pensar outra coisa. Eu gosto de você Lucas, muito mesmo, tinha medo de que se eu te falasse você dissesse que não sentia o mesmo ou que fosse embora. No final foi isso mesmo que aconteceu, você foi embora. Eu sinto tanto a sua falta, mas se você quer ficar longe eu vou respeitar sua decisão. Tem tanta coisa que quero te dizer, mas sei que você não vai ficar ouvindo por muito tempo. Adeus Lucas, nunca vou esquecer você.

Fiquei na linha por mais uns cinco segundos só para ouvir a respiração dele, depois desliguei. Parece que aquela seria a ultima vez que eu ouviria a respiração dele.

Será que essa história termina num telefonema? E ai, o que me dizem? Beijinhos da Ka.

10 outubro 2014

A BELA AURORA - PARTE 4

Me virei na cama para olhar as horas, já estava super atrasada para ir pro colégio. Caminhei — ou seria melhor dizer que me arrastei  até o banheiro e parei em frente ao espelho com varias figurinhas de estrelinhas coladas, fiz uma única ordem para mim mesma: para de chorar agora!
Quem disse que eu consegui, só fez eu a chorar ainda mais. Lucas tinha razão, não era para meu primeiro beijo ser com Pablo, mas agora já foi não tinha volta. Fui para de baixo do chuveiro e voltei a chorar, só que dessa vez foi bem mais alto. Nenhuma ligação perdida, nenhuma mensagem no whatsapp, nenhuma curtida no facebook, absolutamente nada. Lucas tinha simplesmente desaparecido do mapa.

Tirei toda aquela maquiagem que tinha ficado da noite anterior, coloquei meus óculos, peguei meus livros do colégio e fui para cozinha comer algo. Quando cheguei lá encontrei minha mãe lendo uma carta e chorando.

— O que é isso? — Perguntei com a voz tremula e com o nó na garganta indo e voltando, e voltando cada vez mais forte, carregado de tristeza e angustia.

— Desculpa filha, não devia ter lido. É para você, é do Lucas. — A voz de minha mãe estava um pouco tremula, mas nem chegou perto da minha. 


Peguei a carta e sai correndo de casa para a praia. Meu coração estava a mil não por causa de eu estar correndo e sim pelo medo que tive do que estava escrito na carta. E se Lucas tivesse escrito que ia se matar, ou que ia embora pra bem longe? Quando cheguei na praia sentei de qualquer jeito e abri a carta.


Oi princesa, sei que quer que eu fale com você pessoalmente, mas é que não dá. Não estou com raiva de você ou algo assim, é que as coisas que aconteceram não foram como eu queria. Nunca imaginei que você iria ficar com o cara mais babacão do colégio. Quero te falar uma coisa desde sempre, mas só agora criei coragem. Desde pequeno eu já sabia o que eu queria, e não era ser bombeiro ou algo assim, era você. Sei que agora você deve estar assustada, mas sério não sei como você não percebeu isso antes.
Eu me lembro de quando dormíamos juntos quando pequenos, eu espera você dormir e depois fica olhando você. Bizarro eu sei. Não se preocupe eu fica olhando só os seus olhos, seus lindos olhos. Me lembro de quando um garoto fez um trabalho do colégio com você e eu fiquei morrendo de ciúmes. Eu sempre gostei de você, mas agora percebi que eu não gostava, eu te amava. Eu te amo Aurora. Depois que percebi que você não me amava apenas tentei ao máximo te proteger de todos os babacas que aviam espalhados pelo mundo.
Sei que você não me ama e ta tudo bem. Agora eu vou deixar você ser livre para amar quem você quiser, até mesmo o Pablo. Espero que você encontre alguem que te ame e que você também ama. 
Adeus Aurora.

Quando acabei de ler e um sorriso se formou em meus lábios. Lucas me ama. Mas o sorriso durou pouco segundos quando me lembrei do "adeus Aurora". Corri para casa dele o mais rápido que pude. Quando cheguei lá bati a porta desesperadamente esperando que Lucas aparecesse lá, mas quem apareceu foi a mãe dele.

— Onde Lucas está? Preciso falar com ele agora!  Falei sem saber se sorria por saber que ele me amava ou se chorava por ele ter dito adeus.

— Ele foi embora ontem a noite para casa do pai e disse que não ia voltar. — Vi a tristeza nos olhos da mãe de Lucas pelo filho ter ido embora, e sei que ela também viu a tristeza em meus olhos pelo mesmo motivo.

Fique de olho que a continuação será publicada em breve. Beijinhos da Ka.

22 setembro 2014

A BELA AURORA - PARTE 3

Meu coração estava a mil. Ainda não estava acreditando que eu ia pro cinema com Pablo. Minha mãe não tinha gostado muito da ideia. Ela disse que talvez ele não seja como eu imagino. Acho que ela falou isso porque era meu primeiro encontro, preocupação de mãe. Lucas geralmente me telefonava de manhã — Na verdade toda hora — mas dessa vez ele não tinha ligado. Perguntei pra minha mãe se Lucas tinha telefonado pro celular dela, mas ela falou que ele nem tinha saído de casa. Se ele estava fazendo isso para chamar minha atenção e eu não ir pro cinema com Pablo, não funcionou.

Quando deu sete horas Pablo chegou dirigindo um carro. Ele saiu do carro e ficou me olhando. Quando fui até o ele olhei para a casa de Lucas — Que era na frente da minha — e vi ele me olhando pela janela. Seu olhar me implorava para eu não ir. Eu ignorei ele e fui.

— Que filme vamos assistir? — Perguntei para Pablo.

— Um filme de ação. Explosões, mortes, tudo que eu gosto.

— Legal. — Sério? Ação? Isso é um filme para se assistir no primeiro encontro? 

Já na sala do cinema, assistindo aquele filme de ação — que por sinal já estava me dando ânsia de vomito, era muita morte — eu contava os minutos para sair dali.

— Tá gostando do filme? — Perguntou Pablo.

— Sim, é exatamente o tipo de filme que eu gosto. Com muita morte. — Que mentira.

— Legal, a maioria das garotas iriam pedir para ver um filme de romance. E sinceramente odeio romance.

— Eu também. — Era mentira. Eu amava romance.

Quando o filme finalmente acabou Pablo me levou para casa. Ele não falou muito, acho que era o jeito dele. Quando já estávamos na frente da minha casa e eu já estava quase saindo do carro Pablo segurou minha mão.

— Não é assim que um encontro termina. — Falou Pablo. Ele foi chegando cada vez mais perto, e mais perto, e mais perto. Então aconteceu. Ele me beijou. Foi horrível. Não foi nem um pouco como eu imagina que seria. Eu não sabia  que fazer. Quando ele finalmente parou eu sorri e depois sai do carro. 

Fiquei olhando ele ir embora, depois de um tempinho me virei para entrar em casa. Mas adivinha quem estava atrás de mim.

— Não acredito que você beijou ele! — Falou Lucas. — Não era pra seu primeiro beijo ser com ele!

— E era pra ser com quem Lucas?

— Com alguem que te ame droga!

— E quem me ama Lucas? Quem me ama? — Gritei, eu já estava com um nó na garganta. Eu não podia chorar, não na frente dele. Meus olhos começaram a arder e minha visão começou a ficar embaçada. Eu ia chorar.  Eu era a garota feia de óculos, que ficava na praia sem ninguém, que sofria bullying. Me diz, existe alguem que me ame? — Uma lagrima escapou.

— Existe, sempre existiu. — Lucas me olhou com um olhar triste, como de despedida. Ele foi para sua casa e eu para minha, mas senti que não era bem essa despedida a que o olhar se referia. Entrei no quarto correndo e cai na cama. Foi a primeira briga que tivemos. Comecei a chorar, e foi assim que dormi. Chorando.

Fique de olho que a continuação será publicada em breve. Beijinhos da Ka. 

10 setembro 2014

A BELA AURORA - PARTE 2

Segunda. Um novo dia. Pedi para minha mãe as maquiagens dela. Ela me ensinou a passar rímel, fazer um olho esfumado, e etc. Na porta do colégio eu  não sabia se entrava ou ia embora. Quando decidi ir embora uma garota sem querer me empurrou e eu entrei no colégio com tudo. Todo mundo me olhou. Fui até a quadra, onde eu sabia que Lucas estaria. Ele estava lá e quando olhou para mim arregalou os olhos.

— Quem é você e o que fez com minha doce Aurora? — Perguntou Lucas querendo fazer graça.

— Para de palhaçada, eu nem to tão diferente assim. — Falei rindo. Ele sempre me faz rir.

— Você está linda. Acho que dizer que você tá linda é pouco. — Lucas falou e na mesma hora ficou vermelho. — Mas pode ter certeza que eu sempre te achei linda. — Depois disso ele ficou mil vezes mais vermelho. 

Você tem alergia a aluma coisa? — Comecei a rir. — Tá todo vermelho!

— Acho que foi você...

Antes de Lucas terminar de falar Pablo entrou na quadra. Pablo é simplesmente o garoto mais gato do colégio. Quando ele mexia naquele cabelo preto o mundo parava.

— Aurora, é com você que eu queria falar. Tá livre amanhã? — Perguntou ele com aquela voz sedutora.

— Sim. — Falei toda sorridente, Pablo nunca tinha falado comigo.

— Que bom. Que tal um cineminha?

— Tá. — Nessa hora meu sorriso ficou tão grande que minhas bochechas começaram a doer.

— E é assim? Vocês nunca se falaram e agora tá chamando ela pra sair? Se é que isso foi um convite descente. — Falou Lucas.

— Não se mete garoto. — Falou Pablo e depois foi embora.

Na hora de ir para casa Lucas me levou e carro. Ele ficou calado o caminho todo. Até me deu raiva todo aquele silêncio. Olhei para ele implorando com os olhos um único som, qualquer um. Ma ele continuou calado.

— Será que dá pra você falar alguma coisa? — Perguntei já sem paciência.

— Não quero que você saia com Pablo. Ele não é o cara certo pra você. — Luas falou sem nem olhar para mim.

— E quem seria se não o cara mais gato do colégio?

— Um cara que te ame. E só pra te avisar, esse cara existe. E tenho certeza absoluta de que não é o Pablo.

Fica de olho no blog que a continuação dessa história vai ser publicada em breve. Beijinhos da Ka.

24 agosto 2014

A BELA AURORA - PARTE 1

Dentro do carro com a minha mãe a única coisa que eu fazia era enrrolar meus cabelos. Eu só faço isso quando estou muito nervosa. Falei mil vezes para minha mãe que não queria usar óculos, mas ela me escuta? Não. Eu já sofria bullying imagina quando eu colocar óculos. As garotas do meu colégio vivem dizendo que meu cabelo é ruim, que sou nerd (acho que isso não é uma coisa ruim), que nenhum garoto nesse munto vai gostar de mim. Essa ultima parte acho que é verdade, nenhum garoto vai gostar de mim. Chegamos em casa e sai do carro correndo, quase derrubei a porta. Quando minha mãe entrou em casa me viu encolhida no sofá. 

— Mãe eu não quero usar óculos. Eu já sou feia o suficiente. — Falei com um nó na garganta. Eu não queria e não podia chorar. 

— Você não é feia, é linda.

— Você é minha mãe, não conta. Eu vou pra praia. 

— Tá, mas volta cedo Aurora.

Peguei minha câmera, a bosa, minha bicicleta e fui. Minha vida se resumia em tirar fotos, principalmente das praias. Minha paixão. Quando cheguei lá não tinha ninguém, do jeitinho que eu gosto. Sentei na areia e comecei a tirar fotos.

— Oi princesa.

— Oi Lucas. Você me assustou.

Lucas é meu amigo desde sempre. Meu melhor e único amigo. As nossas mães são amigas desde o colégio, então já viu, a gente praticamente morava junto. Ele me chama de princesa desde que eu me entendo por gente. Uma vez quando eu tinha 13 anos tive que fazer um trabalho da escola com um garoto mais velho. Lucas ficou olhando o tempo todo, e até disse que não queria ele perto de mim. 

— Deixa eu ver as fotos que você tirou? — Perguntou Lucas. Eu dei a câmera e ele sem querer viu uma foto minha na praia. — Essa foto ta linda. Você devia tirar mais fotos de si mesma.

— Eu sou feia Lucas. Eu tiro foto de coisas bonitas.

— Você precisa parar de acreditar no que aquelas garotas da escola dizem. Você é linda Aurora, até seu nome é lindo.

— Você é um amigão Lucas.

— É, eu sou apenas um amigão. — Lucas falou tão baixo que eu quase não ouvi.

Lucas me levou em casa e ficou lá por duas horas. Quando deu meia noite fui dormir, mas com um pensamento totalmente diferente. Lucas tinha razão, eu não sou feia, meu nome não é feio. Eu preciso para de acreditar no que as garotas do meu colégio dizem. Amanhã é um novo dia, e pode guardar minhas palavras, eu vou surpreender a todos.   

Fica de olho no blog que a continuação dessa história vai ser publicada em breve. Beijinhos da Ka.

14 julho 2014

O AMOR NA PORTA AO LADO - PARTE 3

Acordei com um som de pedras na minha janela. Olhei para meu travesseiro e vi que ainda estava molhado. Tinha chorado a noite toda. Depois que briguei com Richard comecei a sentir um vazio dentro de mim. Quase comecei a chorar de novo. Uma frase um pouco infantil me veio na mente: "eu quero a minha mãe". Mas ela não estava em casa, saiu a trabalho (acho mesmo é que ela foi se encontrar com o novo namorado). Me virei para o lado para ver a hora no meu celular. Quatro da manhã! Juro que mato essa pessoa. Abri a janela e vi Richard com uma pedra na mão pronto para tacar. Então ele me viu e jogou a pedra no chão.

— Manu vem comigo. — Falou Richard com um sorriso no rosto. — Confia em mim.

Eu queria gritar para ele ir embora, mas eu não conseguia. Quando sai de casa Richard estava do lado da moto dele. Adivinhei na hora o que ele queria.

— Eu não vou andar de moto com você!

— Confia em mim. Você vai gostar do lugar onde vou te levar. — Ele olhou para mim e percebeu outra coisa me impedindo de ir. — Você não vai cair.

Richard subiu na moto então percebi que se eu subi-se teria que ficar colada com ele. Subi e fiquei meio sem jeito pois não sabia onde me segurar. Richard pegou minha mão e aproximou dele como se disse-se "você precisa se segurar em mim". Me segurei nele e começamos a ir sabe se lá para onde. Foi quase meia hora andando de moto com Richard até avistar uma praia com uma unica rede. Ele me levou até lá e sentamos juntos.

— Você se lembra daquela torta que você me deu no dia em que cheguei?

— Sim. — Como iria esquecer. Disse para ele que eu tinha feito a torta, mas na verdade foi minha mãe.

— Estava horrível. — Ele deu uma risadinha. — Só falei que estava uma delicia para te ver feliz.

— Foi minha mãe que fez. — Também dei uma risadinha. — Falei que foi que fiz para para ganhar uns pontinhos extras com você.

— Eu gosto de você. Quando eu te levei para o cinema eu queria uma coisinha a mais. Eu esperava um beijo mas não rolou.

— E será que rola agora? 

Richard se aproximou e eu comecei a ficar (MUITO) nervosa. E então aconteceu. Ele me beijou. Foi calmo, sem pressa, foi como se eu estive-se nas nuvens. Ele segurou minha mão o tempo todo, acariciando de eu jeito que ele nunca tinha feito. Depois de um tempo ele se afastou um pouco e começamos a sorrir.

— São cinco horas, o sol já está nascendo. 

Encostei minha cabeça no ombro dele e ele me envolveu com seu braço. Ficamos lá observando o sol nascer. Nós nos olhamos e eu percebi que tinha encontrado a pessoa certa.

Espero que tenha gostado da história. Beijinhos da Ka.

30 junho 2014

O AMOR NA PORTA AO LADO - PARTE 2

Seis meses se passaram e acredite ou não eu e Richard viramos melhores amigos. Mas não era bem isso que eu esperava. Eu percebi que eu não conseguia tratar ele como um simples amigo, mas eu me segurava pois ele só me via assim, como amiga. Sabe aquela coisa de amizade colorida ou amigos com benefícios? Nem isso rolou, apenas amigos. Richard me chamou para ir ao cinema. Passei horas me arrumando, coisa que eu não faço eu só demoro uns 20 minutos. Coloquei um vestido florido, um salto preto, e uma bolsa de franja. A campainha tocou e eu sabia que era o Richard (pronto, to dando uma de vidente agora!) fiz ele esperar só mais um minutos para provocar (vi isso em algum filme).

— Oi. — Falou Richard e depois me olhou de abaixo. — Você está linda! Vamos?

— Vamos. — Esse "você está linda" significou alguma coisa?

Richard insistiu que eu escolhe-se o filme (que fofo!) então escolhi "A Culpa É Das Estrelas". No escurinho do cinema eu só pensava: será que ele vai tocar a minha mão como naqueles filmes românticos que eu tanto assisto? 
Na metade do filme Richard começou a ficar mais a vontade. Então aconteceu uma coisa, ele fez aquela coisa de se espreguiçar (que praticamente todo garoto faz) e me envolveu com seus braços. Perdi o folego.

— A Hazel é bonitinha... mas você é mais.

Eu só dei aquela risadinha tímida, coloquei uns fios de cabelo atras da orelha, e olhei para ele. Depois do filme Richard comprou dois sorvetes e me levou até a porta da minha casa.

— Boa noite. — Ele falou e depois se virou para ir embora.

— Boa noite? É só isso? Você me leva para o cinema, diz que sou bonita, me deixa no portão da minha casa, e depois vai embora? Por que você me chamou para ir no cinema com você?

— Nos somos amigos. Não é isso que você quer?

— Eu não quero ser apenas sua amiga! — Corri para dentro de casa, não aguento ouvir a voz dele. Eu já estava chorando, a única coisa que consegui ouvir foi um grito abafado.

— Manuela, eu...

Fique de olho que a continuação será publicada em breve. Beijinhos da Ka. 
  

23 junho 2014

O AMOR NA PORTA AO LADO - PARTE 1

Acordei diferente, com borboletas no estômago. Abri a janela, o sol bateu no meu rosto e foi como se eu não pudesse ver mais nada. Quando recuperei a visão por completo percebi que havia caixas na calçada. Era as coisas dos novos vizinhos. Fui até lá para dar as boas vindas e entregar a morte em forma de torta que minha mãe fez. Ela não sabe cozinhar. Peguei a torta e sai de casa, quero acabar logo com esse mico. Abri um sorriso mentiroso que dizia "sejam bem vindos a nossa humilde rua", mas na verdade ele tava mais para "não me perturbem, e se vocês tiverem filhos não vou fingir se amiga deles". Toquei a campainha e um garoto loiro abril a porta. Meu sorriso mudou de "não quero ser amiga dos seus filhos" para "eu adoraria ser a namorada do loirinho". O garoto é bonito.

— Oi, vim dar as boas vindas em nomes de todos da rua e entregar essa torta. — Entreguei a torta e nossas mãos se tocaram. Me arrepiei na hora. Eu acredito que uma pessoa tenha varias vidas passadas, que quando ela morre ela nasce de novo só que completamente diferente, mas com  a mesma "alma". Foi como se em todas as minhas vidas passadas eu tivesse sentido a mão dele na minha. Foi tão familiar.

— Muito obrigado. — Falou o loirinho meio desajeitado. Ele colocou o dedo na torta e depois provou. Ele fez uma cara estranha e eu pensei "pronto, ele descobriu que minha família não sabe cozinha". A culpa é das estrelas da minha mãe. — Isso aqui está uma delicia!

— Sério? — Agora eu fiquei espantada. Ele gostou mesmo daquela gororoba? — Eu que fiz! — Sei que mentir é errado, mas ele gostou da torta. Uns pontos a mais com o loirinho.

— Você cozinha muito bem. Meu nome é Richard.

— Meu nome é Manuela, mas prefiro só Manu.

Já é meia noite, faz doze horas que Richard chegou. Porque eu pensei nele? Manuela para de pensar nele. Não consigo para de pensar nele. Ele não sai da  minha cabeça. Fui até a janela e vi ele jogando o lixo fora. Fui tomar um banho para ir dormir. Me olhei no espelho e percebi que eu esta diferente, não na aparência mas sim meu jeito, minha postura, meu olhar, essas coisas. Tomei meu banho e depois fui finalmente dormir. Amanhã é um novo dia.  

Fique de olho que a continuação será publicada em breve. Beijinhos da Ka. 

11 maio 2014

MEU TRABALHO DE REDAÇÃO: O ANJO DA GUARDA

O colégio até que tem suas vantagens. Não sou muito chegada à redação, mas um dia minha professora disse para todos os alunos escreverem uma historia sobre o que quiser e eu me empolguei. Confira meu texto "O anjo da guarda".

"Trinta minutos depois começamos a realmente nos preocupar. O carro estava praticamente sem gasolina, não tinha um posto por perto e o celular nada de pegar. Eu e mais 3 amigos andamos pelo menos uns vinte minutos até que como magica um carro velho passou. O carro era de tom vermelho e algumas partes amassadas, mas naquela hora tudo servia.

Fizemos sinal para o carro para e pensamos que o motorista seria um velho barbudo. Nos enganamos. Era um jovem de aproximadamente 17 anos, cabelos loiros que iluminavam o lugar por mais escuro que ele fosse, e olhos que nunca na minha vida vi iguais, de um tom violeta-acinzentado. 

— Pode nos dar uma carona? — Falei com um sorriso de orelha a orelha. 

Claro — Falou ele sem tirar nenhum segundo os olhos de mim. A voz dele era de uma rouquidão magnifica.

Fui a primeira a entrar no carro com lugar vip do lado do garoto de olhos violetas. O carro tinha cheiro de peônias, minha flor preferida. 

— São peônias — Falou ele olhando para mim — Comprei hoje não sei porque. Meu nome é David. E o seu?

— Miranda.

Analisei o carro pelo canto do olho. Era bem menor por dentro e não tinha só cheiro de peônias, tinha também cheiro de pinheiro. Fiquei com medo de o carro quebrar no meio do caminho de tão velho que aparentava ser.

 — O carro é velho, mas até que serve. — Falou ele para mim. Ele lia meus pensamentos? Acho que meu olhar falou tudo que eu pensava.

— Quantos anos você tem? — Calei minha boca depois dessa. Porque eu perguntei isso?

— 17. — Ele falou com um tom de riso como se sobre se que mesmo eu não querendo eu queria saber mais dele. — E você?

— 16. 

Trinta minutos se passaram e David não falou mais nada, mas percebi que ele me olhava pelo canto do olho. Porque ele parecia tão familiar? 

— Ainda me surpreende você não me reconhecer. A gente já se esbarrou algumas vezes perto da sua casa.

Foi nessa hora que me lembrei. David era entregador de flores. Quando eu tinha 11 anos fiquei com medo de ir na roda gigante por que tinha medo de altura. Ele foi ao meu encontro e disse: "não vou deixar você cair".

— Me desculpe, é que você mudou muito.

— Tudo bem. — Falou ele sorrindo para mim. — Chegamos.

Todos desceram do carro e correram para as pedras na praia que eram muito altas. Todos me chamavam para subir, mas eu não conseguia. David saiu do carro e parou do meu lado. Ele chegou mais perto como se não existisse espaço para dois, pegou minha mão e disse:

— Não se preocupe, não vou deixar você cair."

Estou tão orgulhosa do final. Gostou? Deixe seu comentário. Beijinhos da Ka.

08 março 2014

PARTE 1: PRIMEIRO DIA DE AULA

Todos estavam felizes. Tinha alunos se abraçando, gritando de alegria, e pulando de felicidade por rever os amigo. Por que só eu não estava fazendo o mesmo? Ah sim, é porque eu não tenho um grupo.Eu não tinha muitos amigos, a único pessoa que estava sempre ao meu lado era Kenzi, outra sem grupo. Seu nome de verdade é Kylie, mas chamo-a de Kenzi porque ela é idêntica à Ksenia Solo que interpreta Kenzi na série Lost Girl.

Kenzi mal entrou na escola e já foi correndo ao meu encontro.

"Lucy tenho uma coisa para contar. Mas primeiro tente adivinhar."

Sério, odeio quando ela faz isso. Na Verdade odeio qualquer pessoa fala para tentar adivinhar, 90% das pessoas sempre erram, então o porque fazer adivinhas?

"Sabe que odeio adivinhas, Kenzi."

"Tudo bem vou falar. Mas saiba que assim perde toda graça ".

"Será que dá para falar logo?"

"Tem uma pessoa na nossa sala que você vai 
adorar ver. Não, você vai amar".

"Quem?"

"Vai lá ver garota."

Fui correndo para sala de aula, mas esqueci de uma coisa, eu não sabia qual era minha sala . Perguntei ao coordenador da escola qual era minha sala e ele respondeu como se estivesse avisando "Você não vai querer entrar lá". É isso mesmo ou estou paranoica?

Entrei na sala e quase tropecei. Olhei em volta para ver algum aluno ou aluna diferente, até que meus olhos encontraram uma pessoa. Um garoto. Ele estava sentado na minha cadeira que é bem na frente. Fui toda tímida até lá para pedir licença. Acho que ele sentiu isso porque olhou Para trás antes de eu chagar até lá.


Quando nossos olhos se encontraram, meu queixo caiu. Era ele. Ele estava de volta. Como isso era possível?